Ter medo de viajar sozinha é absolutamente normal. Quase toda mulher que decide fazer a primeira viagem solo sente algum tipo de insegurança — seja medo de se perder, de não falar o idioma, de sofrer assédio ou simplesmente de se sentir sozinha.
A boa notícia é que o medo não precisa desaparecer para que você viaje. Ele faz parte de quem somos, mas pode ser compreendido, administrado e colocado no lugar certo: como um sinal de atenção, não como um bloqueio.
Neste guia completo sobre medo de viajar sozinha, eu reuni os receios mais comuns que escuto das mulheres e compartilho, com base na minha experiência viajando sozinha há anos, formas práticas de lidar com cada um deles.
Nesse post
- O medo não desaparece — aprendemos a lidar com ele
- Como não ter medo de viajar sozinha
- Os medos mais comuns das mulheres ao viajar sozinha
- Quando o medo envolve a nossa segurança
- E se eu sofrer assédio?
- E se eu for roubada?
- E se acontecer um acidente?
- E se eu sofrer assédio durante o voo ?
- Medo de violência, sequestro e tráfico de mulheres
- E se o destino não for seguro para mulheres?
- Quando o medo é interno, não externo
- E se eu não fizer amizades viajando sozinha?
- E se só tiver casais no destino?
- E se eu ficar desconfiada demais das pessoas?
- E se eu me sentir sozinha ou entediada?
- O medo não precisa decidir por você
- Perguntas frequentes sobre medo de viajar sozinha
O medo não desaparece — aprendemos a lidar com ele
Logo no começo do blog, há muitos anos atrás, estive em São Paulo para bater um papo sobre o medo de viajar sozinha com a Heloísa Capelas, diretora do Centro Hoffman. Ela é autora do livro Mapa da Felicidade e é uma das mais prestigiadas especialistas em autoconhecimento e inteligência comportamental do Brasil.
A primeira coisa que aprendi com a Heloísa sobre o medo de viajar sozinha foi que o medo a gente não perde, pois ele é parte do ser humano, ele nos constitui. A gente não perde, mas pode aceitá-lo como um sentimento que faz parte da nossa vida.
Além disso, é possível aprender a lidar melhor com este sentimento que, na maioria das vezes, nos protege e a gente nem se dá conta da importância disso.

Como não ter medo de viajar sozinha
Em nosso papo, Heloísa destacou dois pontos muito importantes para conseguirmos lidar com o medo de viajar sozinha:
QUAL É O NOSSO MEDO? MEDO DE QUE EXATAMENTE?
Quando sabemos com clareza do que temos medo, já o estamos diminuindo a um tamanho aceitável que poderemos lidar. Ele deixa de ser aquele monstro enorme! E a partir daí fica muito mais fácil administrar os sentimentos para que o medo não nos paralise e nos impeça de viajar, por exemplo, que é do que quero tratar aqui.
Quase todas as mulheres, incluindo euzinha, tem algum medo na hora de viajar! Poucas mulheres falam que não sentem nada, pois o medo de viajar sozinha é presente para a maioria de nós. E cada “medo” é representado por situações diversas.
Fiz um apanhado dos medos mais comuns que escuto no whats das dicas e tento aqui nesse artigos analisar a questão e mostrar algumas possibilidades para administrar essas situações que aparecem na nossa mente antes de viajar.
Antes de tudo, quero lembrar que o que escrevo por aqui é baseado em minha vivência e experiência pessoal viajando sozinha. Casos em que o medo cause sintomas físicos, como palpitações, tremores, falta de ar ou sufocamento, entre outros, minha recomendação é a busca de auxílio com médicos especializados que poderão te auxiliar de forma efetiva a solucionar estes sintomas.
Agora vamos ver os medos mais comuns que tenho escutado das mulheres?
Não deixe de contratar o seguro viagem, pois é imprescindível quando viajamos sozinhas! E pra te incentivar, usando o cupom VIAJANTESOLO15 você economiza 15% no valor do seguro. O desconto é válido para qualquer destino, independente da duração da viagem. Aproveite para pagar no pix e garantir mais 5%. Para comparar planos e seguradoras, acesse o site comparador.
Os medos mais comuns das mulheres ao viajar sozinha
E se eu não conseguir me comunicar?
Esse tipo de medo é super comum e aparece com frequência entre as mulheres que não falam inglês ou outro idioma.
Recentemente viajei pelo Leste Europeu e, apesar de já ter muitos anos viajando sozinha e falar inglês, antes de partir estava bastante preocupada em não conseguir me comunicar, já que passaria por países, cujo idioma não tem nem como decifrar qualquer palavra.
E essa situação já havia acontecido comigo em uma cidadezinha alemã, chamada Kassel, onde poucas pessoas falavam inglês e ninguém demonstrava muita vontade ou esforço em tentar entender o que eu estava tentando dizer ou até mesmo a minha mímica. Resultado? Apontei qualquer coisa no cardápio e fui na sorte. Até hoje não sei o que era, mas estava bom. E o vinho ajudou é claro!

Claro que essa foi uma situação amena e podem ocorrer outras em que falar um pouco de inglês possa te salvar de uma grande roubada.
A forma mais prática para ficar conectada o tempo todo quando viajamos sozinhas é usar um e-sim. Simples e prático. Confira os planos e chegue com internet ativada em qualquer destino pelo mundo.
E se eu não passar na imigração?
A imigração é um medo comum a várias pessoas, homens e mulheres, inclusive. Imagina sua viagem acabar minutos antes de pisar naquele destino dos sonhos? Mas a realidade é que as coisas não são bem assim.
Escrevi sobre como se comportar na imigração e também sobre as perguntas frequentes que ouvimos ao chegar em um novo país. Você pode, se tiver dificuldade com o idioma, decorar algumas perguntas e respostas, um mínimo que seja. Isso já vai ajudar bastante!
Lembre-se que na imigração você não vai bater papo. São respostas curtas e objetivas. Muitas vezes você diz apenas uma palavra e a pergunta já foi respondida e em alguns minutinhos isso já terá acabado.
Caso você não consiga entender absolutamente nada, poderá pedir um tradutor. Costumo recomendar não chamar um tradutor de cara. Faça um esforço para entender ao menos um pouquinho e só depois solicite um tradutor.
E se eu me perder?
Acho que quando pensamos em medo de viajar sozinha, se perder é uma das primeiras coisas que vem à nossa cabeça. Mas te digo o seguinte: se perder tem seu lado bom. Quantas vezes já me perdi e acabei descobrindo coisas novas 🙂 Mas bem, muitas pessoas ficam bastante nervosas com essa situação e é compreensível.

Se você se perder, a melhor coisa é manter a calma e não se desesperar. Respire fundo, busque um bar ou restaurante, sente-se, tome uma água e consulte suas anotações, mapas, aplicativos.
Tente refazer o caminho em pensamento, pode perguntar informações para o garçom. Isso é muito melhor do que ficar com cara de desesperada na rua, perguntando a todos que passam e se mostrar vulnerável e perdida.
Tenha sempre com você um mapa, de preferência no celular, e o endereço da sua hospedagem. Estes são alguns dos aplicativos que vão te ajudar a não se perder ou a voltar para seu hotel mais facilmente: Google Maps, Waze ou Mapsme.
Outra coisa que ajuda, se você é muito desorientada como eu, é fotografar com o celular as placas com os nomes das ruas que vai passando ou ainda um ponto de referência, como uma loja grande, um banco. Com as fotos de onde passou, pode até usar pra pedir informação pra poder retornar por onde veio.
E se eu perder meus documentos?
Pode acontecer em qualquer lugar e independente de você estar viajando sozinha ou não. Algumas pessoas andam com a cópia autenticada do passaporte ou RG e, em caso de perda, extravio ou roubo, o documento original está guardado no hotel. É uma saída.
Caso aconteça de perder o original, você precisará registrar a ocorrência (Police Report) na autoridade policial do seu destino e depois ir ao Consulado Brasileiro para a emissão de um novo passaporte ou uma ARB, Autorização de retorno ao Brasil. lembre-se de ter uma cópia de todos os seus documentos na nuvem, pode ser no Dropbox ou Google Drive. Isso vai facilitar muito a sua vida.
E se eu ficar sem dinheiro no meio da viagem?
O caso aqui é um pouco diferente do que perder o dinheiro ou ser roubada. Estamos falando de não ter feito um planejamento de maneira adequada ou de não ter controle com gastos durante a viagem. Acontece, eu sei.
Se você está viajando com orçamento apertado, o ideal é que você estabeleça um limite diário para gastar com alimentação, transporte e passeios, partindo do princípio que despesas com passagens, hospedagem e seguro viagem já estejam pagas ou que não dependam do dinheiro que está levando para a viagem.
Eu sempre recomendo que você leve uma reserva de emergência. Aquele dinheiro – pode ser cartão – que fica na hospedagem e que você não vai gastar em hipótese alguma, por isso ele se chama reserva de emergência.
Vai ter dias que você vai ultrapassar um pouco do limite diário e, no dia seguinte, se tiver controlando adequadamente, saberá que precisa economizar. Existem alguns aplicativos como, Travel Expense ou TripBudget que podem te ajudar nessa tarefa.
OK, mas deu tudo errado e fiquei sem dinheiro no meio da viagem. O que fazer? Algumas possibilidades:
- Voltar imediatamente;
- Transferir dinheiro da sua conta corrente para o seu cartão de crédito pré-pago ou para a sua conta multimoedas, via internet banking, e depois sacar em algum caixa eletrônico;
- Pedir para algum familiar ou amigo fazer uma transferência via Wise ou Western Union.
O cartão global Wise é a forma mais barata e segura de levar dinheiro viajando sozinha pelo mundo! Leve em um único cartão, mais de 40 moedas diferentes. Economize com as melhores taxas de conversão, câmbio comercial e IOF de 3,5%. E o melhor: ele fica rendendo com o Rende+. Abra sua conta agora!
E se eu não falar inglês viajando sozinha?
Acredito que um bom planejamento antes da viagem ajuda muito a não depender da resposta ou da comunicação com alguém que não fale seu idioma.
A boa notícia é que, hoje em dia, a tecnologia nos ajuda incrivelmente e esse medo de viajar sozinha já pode ser riscado da lista dos medos. Você pode até ficar um pouco insegura, mas não precisa ter medo, certo?
Você pode usar o Google Tradutor que vai, não só mostrar a sua frase escrita, como mostra a fonética. E, se você clicar no símbolo de microfone, alguém vai falar a sua frase pra você. Que tal?
Claro que usando aplicativos vai haver erros na sua mensagem. Mas quem se importa com isso? O importante é que você consiga passar a sua mensagem, certo?
Outra recomendação é que você poderá contratar um guia brasileiro no seu destino internacional. Amiga, sempre tem um brasileiro perdido e que trabalha com turismo. Pode apostar. Você pode contratá-lo pelo menos no primeiro dia e ele poderá te dar várias dicas de como se virar na cidade.
Quando o medo envolve a nossa segurança
E se eu sofrer assédio?
O que ouço muito frequentemente é o medo de sofrer assédio e, sem falar o idioma, não conseguir sair da situação.
O fato é que, quando identificamos o assédio, é muito mais fácil de pará-lo. Não fique calada! De modo calmo, mas assertivo e até com tom de voz um pouco mais alto, diga que não vai tolerar esse tipo de comportamento.
Se viver uma situação de assédio em um idioma que não domina, a saída pode ser falar no seu idioma mesmo. Fale em tom mais alto e mostre-se firme e confiante! Isso deve funcionar, porque as pessoas conseguem entender pela sua expressão facial e tom de voz, que você não aprovou o tipo de comportamento que ela teve com você.
Antes de viajar pesquise os procedimentos para emissão de novo documento de viagem e tenha com você os endereços do Consulado e Embaixada do Brasil no seu destino.
E se eu for roubada?
A possibilidade existe todos os dias e em qualquer lugar do mundo, não é mesmo? Para amenizá-la o ideal é andar apenas com dinheiro suficiente para as despesas daquele dia, separar as quantias e colocar em locais diferentes da sua bolsa. Não guarde tudo junto.
Ter dois cartões de crédito durante a viagem – pode ser um pré-pago e um normal – é mais do que recomendado. Leve com você apenas um deles e o outro deixe escondido na sua hospedagem. Dependendo do cartão, hoje em dia é possível ter uma segunda via em até 24 horas. Veja as condições do seu cartão de crédito junto a operadora. É bom saber como funciona em caso de perda ou roubo.
Se você for assaltada no meio da rua e ficar sem nenhum centavo para voltar ao seu hotel, você pode entrar em um restaurante ou loja, explicar a situação e pedir ajuda. Pergunte onde há uma autoridade policial mais próxima. Você deve registrar o ocorrido, principalmente, se levaram seu passaporte ou RG, porque sem eles você não consegue sair do país.
Se não houver uma delegacia próxima, o melhor afazer é pegar um táxi e ir para o seu hotel, onde poderá se acalmar e conseguir informações e orientação. Depois não deixe de registrar o ocorrido.

E se acontecer um acidente?
A primeira coisa que temos que ter em mente é que não conseguimos controlar todas as coisas na vida. Acidentes e suas consequências são fatalidades e não podemos mudar isso.
A primeira coisa que temos que ter, principalmente quando viajamos sozinhas, é um bom seguro viagem e devemos andar com uma cópia da apólice na bolsa. Caso aconteça o pior, a pessoa que vai nos socorrer saberá que temos, ao menos, um seguro.
Como aqui no Brasil, não sabemos realmente se alguém vai nos socorrer, mas vamos combinar que a probabilidade é bem alta. Eu, pelo menos, ainda acredito na humanidade das pessoas.
Se isso é uma coisa que realmente te preocupa muito, o que pode amenizar um pouquinho os pensamentos e receios é pesquisar os melhores hospitais e clínicas de emergência no seu destino e ver se estão cobertos pelo seu seguro.
Fora isso, a possibilidade é não viajar, porque, como disse antes, são acontecimentos que não controlamos.
A mala certa faz toda a diferença! Garanta 5% de desconto com o cupom VIAJANTESOLO no Portal das Malas! Insira o cupom na tela de pagamento e finalize sua compra com o desconto aplicado.
E se eu sofrer assédio durante o voo ?
Já foram registrados por aí vários casos de assédio, principalmente, durante voos longos ou até mesmo em viagens de ônibus. A companhia aérea Air China, depois de receber reclamações, “resolveu” o problema oferecendo assentos exclusivos para mulheres em seus voos.
Na minha opinião, isso não resolve o problema, pois o assédio continuará acontecendo e nada acontece aos assediadores. Mas bem, é uma pequena solução. Não são todas as companhias aéreas que possuem esse “serviço”, mas não custa você solicitar no seu check in sentar-se ao lado de outra mulher. Pode ser que funcione.
Medo de violência, sequestro e tráfico de mulheres
Realmente o mundo está violento e estas coisas acontecem mesmo, porém, mais uma vez está fora do nosso controle. Não temos muito o que fazer, a não ser ter cuidado e atenção sempre, no Brasil ou fora dele.
Já que não podemos controlar estes tipos de acontecimentos, temos duas opções: ficar em casa “protegidas” ou colocar o pé no mundo, com cautela e, sempre, mas sempre mesmo, ouvir nossos instintos. Se eles apitam em nossa orelha, escute. Eles estão quase smepre certos!
E se o destino não for seguro para mulheres?
Simplesmente não vá. O que tenho a dizer sobre esse países? Simplesmente, que eles não estão na minha lista de destinos. Há tantos lugares no mundo para ver que isso não é um problema pra mim e acho que também não será pra você.
Uma viagem, na minha opinião, tem que ser prazerosa e não uma constante preocupação. Eu não busco coleção de carimbos, busco prazer, alegria, conhecer culturas diferentes, ver lugares bonitos. Também não estou disposta a ficar em estado de alerta constante. Isso já acontece na cidade onde moro, então não faria sentido pra mim.
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Bom, esse é meu modo de ver as coisas e decidir pelos destinos. Que lindo seria se nós, mulheres, pudéssemos realmente andar por onde quiséssemos, livremente, sem sermos importunadas, assediadas e desrespeitadas. Infelizmente, o mundo não roda dessa maneira e ainda temos que nos preocupar pelo simples fato de sermos mulheres.
Outra coisa importante é estar ciente de que muito do que se diz por aí de alguns países, como o Marrocos por exemplo, não condiz com a realidade. Estive lá e muitas coisas que li não corresponderam durante a minha viagem.

Então, se você quer muito conhecer um destino, vale sempre pesquisar bastante, conversar com pessoas que já estiveram lá, porque muitas questões podem ser resolvidas viajando de outra forma.
Você pode, por exemplo, fazer um pacote com uma agência e ter um guia privativo ou viajar de forma independente e ao chegar no seu destino contratar uma agência local de confiança pra fazer todos os passeios. São soluções mais seguras que te deixam mais confortável e não te impede de conhecer o destino.
Quando o medo é interno, não externo
E se eu não fizer amizades viajando sozinha?
Nem sempre é fácil fazer amizades durante a sua viagem sozinha. Isso depende muito de como é seu temperamento e também dos locais que vai frequentar.
Um facilitador para fazer amigos é se hospedar em hostels que possuem ambiente mais comunitários fazendo com que as pessoas interajam umas com as outras. Alguns estabelecimentos organizam eventos e tours e as pessoas estão mais próximas e abertas, muito em função das áreas de convivência.

Você acaba tomando um drink no bar e começa um papo; ou está na cozinha fazendo um sanduíche e acaba jantando com mais alguém que está por ali. Também pode conhecer alguém legal que está hospedado no mesmo quarto que você e podem acabar fazer algum passeio juntas.
O ambiente de um hostel é bem mais descontraído do que o de um hotel e isso facilita a interação das pessoas. Mas atenção: se hospedar em hostel não é uma garantia de novas amizades e companhia. Vai depender muito de você também!
Para as pessoas mais tímidas e fechadas sempre digo uma coisa: nem sempre a iniciativa para novas amizades precisa ser nossa. Existem muitos viajantes solo que acabam vindo até a gente e daí é preciso fazer um esforço e estar aberta a interagir. Sorrir, dar bom dia, boa tarde, fazer uma pergunta simples, como: de onde você é, já abre mil possibilidades.
Alugar um carro pra descobrir novos destinos nos dá muita liberdade e flexibilidade. Mas você deve sempre comparar os preços em diferentes locadoras Uso a Discover Cars, buscador confiável que mostra as melhores opções e ainda permite incluir seguro. Não deixe de ler as avaliações!
E se só tiver casais no destino?
Isso depende muito da escolha do destino e do tipo de hospedagem que você escolher. Sabemos que destinos ditos românticos, como no Caribe, por exemplo, são muito frequentados por casais em lua de mel e famílias, que acabam optando em se hospedar em resorts pela facilidade de ter tudo à mão.
Eu já tive essa experiência e, em uma ocasião, passei 5 dias sem trocar uma palavra com hóspedes. Foi estranho, mas pra mim estava tudo bem, curti igual. Depois me acostumei e nem ligava mais.
Já em outra oportunidade, fiquei surpresa com a receptividade de casais e famílias, fiz até passeios com eles. Estavam super abertos a novas amizades. Acho que depende muito do teu comportamento em relação a essas pessoas.
Então, se você está viajando sozinha em busca de amizades e companhia para passeios e acha que não vai ficar bem e curtir sozinha, evite se hospedar em resorts, pousadas românticas com foco em casais. Pelo menos, até achar que está mais tranquila para fazer sua experiência ser maravilhosa, independente da companhia ou de quem está a sua volta.
E se eu ficar desconfiada demais das pessoas?
A primeira coisa que você precisa saber é que você não é obrigada a fazer amizades, quando viaja sozinha. Isso não é um ponto obrigatório, mas é saudável. É uma escolha e não uma imposição.
Você pode curtir a sua viagem somente com você mesma e o máximo que vai acontecer é fazer alguns passeios, onde vai acabar conhecendo pessoas e socializar, se quiser, com algumas delas.
Quanto a ser desconfiada, não é um ponto negativo, desde que sua desconfiança seja em uma dose, digamos, normal, sem paranoia. Não dá para desconfiar de tudo, de todos e o tempo todo. Se for na medida é uma questão de deixar as anteninhas ligadas e ficar atenta, o que é perfeito e natural. Você está tomando conta de si mesma.
Outro ponto a ser dito é que sempre tendemos a achar que só vamos cruzar com pessoas do mal. Isso acontece é claro, mas o mundo ainda tem muito mais pessoas do bem do que do mal. Pense de forma positiva, pois te falo que a maioria das pessoas que até hoje cruzaram o meu caminho na estrada foram pessoas do bem e fiz ótimas amizades.
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E se eu me sentir sozinha ou entediada?
Pra quem nunca viajou sozinha, essa apreensão é bastante normal. Por isso, se esse medo é grandão na sua cabeça, uma maneira de fazer um teste é começar devagar e por perto.
Comece fazendo coisas sozinhas na sua cidade: passeios, ir ao cinema, visitar um museu. Depois você pode partir para uma viagem curtinha e perto de casa. Caso você realmente deteste ficar sozinha, na sua própria companhia, não vai ser difícil voltar pra casa. Eu falo de algumas possibilidades em outro post.
Vou te falar o que geralmente acontece comigo. Eu faço um roteiro bem completinho para cada dia (mesmo que eu nunca o cumpra de verdade) e te falo que ter atividades interessantes e fazer coisas que você realmente gosta, vai te deixar tão ocupada e tão feliz que, dificilmente, você vai se sentir entediada.
Procure colocar no seu roteiro, não aquilo que as pessoas dizem que você DEVE ver, mas aquilo que você realmente gosta de fazer. Vai te dar prazer e, ao final do dia, você estará tão cansada e tão realizada, que não vai ter espaço para tristeza ou tédio.
Mas…se ainda assim isso acontecer, procure uma amiga no Whats. Bata papo, compartilhe suas fotos com os amigos, ligue para alguém. Você vai se distrair e vai passar, você já sabe que vai!
O medo não precisa decidir por você
Viajar sozinha não exige ausência de medo — exige decisão. O medo de viajar sozinha pode aparecer antes da compra da passagem, na hora de arrumar a mala ou até no embarque. Isso é humano. O que faz diferença é entender que ele não precisa comandar seus passos.
Informação, planejamento e autoconfiança transformam insegurança em experiência. E, quase sempre, a primeira viagem solo não elimina totalmente o medo — mas mostra que você é muito maior do que ele.

Perguntas frequentes sobre medo de viajar sozinha
Sim. O medo de viajar sozinha é comum e faz parte do processo de sair da zona de conforto. Ele não significa que você não está pronta — significa apenas que está fazendo algo novo. O importante é não deixar que o medo paralise seus planos
O medo não desaparece completamente, a gente não perde, porque ele constitui o ser humano. Mas pode ser administrado. Informação, planejamento, começar com viagens curtas e ganhar pequenas experiências sozinha ajudam a aumentar a confiança e reduzir a insegurança.
Viajar sozinha não é, por definição, mais perigoso do que viajar acompanhada. O risco depende do destino, dos cuidados tomados e do comportamento durante a viagem. Informação e atenção são as maiores aliadas da mulher viajante.
Comece devagar. Faça programas sozinha na sua cidade, planeje uma viagem curta e pesquise bastante sobre o destino. Quanto mais preparada você estiver, menor será a sensação de insegurança.
Organize um roteiro, tenha seguro viagem, reserve hospedagem com antecedência e converse com outras mulheres que já viajaram sozinhas. Preparação reduz a ansiedade e aumenta a autoconfiança.
Mulheres podem enfrentar situações específicas, como assédio, mas isso não significa que viajar sozinha seja inviável. Escolher destinos adequados, agir com atenção e confiar na própria intuição fazem diferença.
Para muitas mulheres, sim. A primeira viagem costuma ser a mais desafiadora. Depois que você percebe que é capaz, a confiança aumenta e o medo diminui — embora sempre exista um certo frio na barriga antes de algo novo.











8 comentários em “Medo de viajar sozinha: por que sentimos e como lidar”
Ei Denise, parabéns por compartilhar e trocar experiências que nos encorajam!! Amo viajar, mas fico na dependência de companhia e por isso perco oportunidades, então procurei dicas e te encontrei. Quero fazer minha primeira viagem solo este ano.
Olá zeni, tudo bem ? Que bom que já percebeu que está perdendo oportunidades. Aqui no blog tem muito material pra vc ler e tem sugestão de destinos tbm. Estou as ordens se tiver alguma dúvida. Abs
Gostei muito das dicas, Denise, vou ler e reler pra me sentir segura.Parabens e obrigada.
Que bom, Mara. Fico feliz em saber que está ajudando. Bjos
Oie meu nome é Camila e tmb tenho medo de viajar sozinha estou de ferias e quero muito ir pro mato grosso do sul casa de parentes de onibus pq tmb tenho medo de avião
Olá Camila, tudo bem? Esses medos acabam passando. Espero que as dicas que dei possam te ajudar. Abs
Simplesmente maravilhoso seu texto. Obrigada por compartilhar suas experiências e nos elucidar com fatos e situações do dia a dia do viajante solo. Estarei acompanhando sempre seus relatos.
Oi Lorena, tudo bem ? Que bom que vc gostou. Fico muito feliz 🙂 Obrigada pela visitinha beijos