Por que você não viaja sozinha
Imagem: Thgusstavo Santana

Imagine um lugar que você quer muito conhecer. Agora pense que eu estou te dando essa viagem. Você não precisa se preocupar com nada! A única condição é que você tem que ir sozinha e embarcar amanhã de manhã. O que você me diz?

Eu estava ontem conversando com uma amiga e falei: te dou uma viagem paga. Imagine que você não tem problema no seu trabalho, não precisa se preocupar com dinheiro e tem que partir amanhã. Você vai?

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Bom, a resposta dela foi hesitante. Não foi um “sim, óbvio!”. Então, fiquei pensando: por que é que isso acontece? Por que a gente tem receio de viajar sozinha? Por que a gente tem medo de viajar sozinha?

Por que você não viaja sozinha

E uma das reflexões que quero trazer aqui para você pensar é: como foi na sua vida? Porque cada pessoa tem o seu processo de vida, de crescimento, de educação, a sua vivência.

É o seguinte: eu pelo menos fui assim. A gente cresce dentro do seio da nossa família, com pai, com a mãe, às vezes a gente tem irmãos. Depois a gente vai para a creche, depois vai para escola, depois para Universidade. E aí a gente vai se divertir com os colegas e amigos. Depois a gente começa a namorar, depois a gente casa… A gente está sempre, sempre, sempre acompanhada!

Na minha educação, nunca ninguém me disse: “você tem que estudar autoconhecimento”, “você tem que ter alguns momentos sozinha com você mesma” ou “você tem que entender o que você gosta e o que você não gosta”. Não tinha isso, né? A gente vai vivendo a vida e vai sendo levada. Meio que no piloto automático.

A minha mãe me incentivou, por exemplo, a ser independente, mas ainda não tinha muito essa coisa do “fazer sozinha”. Sempre se acreditou que, nós mulheres, ao fazermos as coisas sozinhas, precisávamos de uma validação masculina ou, por exemplo, ao sair sozinha, precisava ter uma companhia, seja masculina, seja de amigos.

Sair em bando! A gente vai se divertir em bando! Quando a gente vai ao cinema, vai em bando, com os amigos, com alguém, com o namorado, com o marido… Acho que foi sempre tudo assim. Pelo menos na minha vida.

Então, quando a gente se depara com essa situação, para quem nunca viajou sozinha, para quem não está acostumada a fazer as coisas sozinha, para um primeiro momento: eu te dou uma viagem amanhã, te dou a passagem, te dou o dinheiro, teu trabalho está ok, teu marido está ok,  teu namorado está ok, teus pais não vão falar nada. Você pode ir. E aí? Você vai? Você dá um: “sim, óbvio” e diz assim: “que horas é a minha passagem?”. 

Quando você dá aquela paradinha, tem aquela hesitação, não é uym “sim óbvio”, né? E aí no momento em que você tem essa hesitação, o que é que passa na tua cabeça? Essa é a reflexão que eu quero trazer aqui. O que é que passa nos teus pensamentos?  Por que você não vai? Por que não decide imediatamente?

E quando eu fiz essa pergunta para essa minha amiga, ela não disse o “sim, óbvio”, dizendo: “ok, vou para onde?”. Ela parou por um momento e depois me disse: “Tá, eu vou”. Mas teve esse momento de parada, quando vários pensamentos devem ter passado rapidamente pela cabeça dela.

Então, como era uma brincadeira, era uma coisa fictícia, ela disse: “ok, eu vou”, mas antes disso passou algum pensamento limitante na cabeça dela. E é isso que eu quero que você se pergunte: o que está passando na minha cabeça?

No caso da minha amiga, depois ela virou e disse: “ah, eu fico com medo de… Ah, não sei como é que vai ser… não sei se eu vou dar conta”. Era mais ou menos isso. Mas logo depois, ela mesma respondeu dizendo: “pô, mas eu sou uma pessoa comunicativa, eu falo inglês, eu sei me virar”. Foi quando a razão, a realidade falou mais alto.

Então, essa que é a questão: pare e pense no que passa na sua cabeça. E isso independe da idade. Eu conheço meninas mais jovens, meninas mais velhas e mulheres bem maduras, que têm a mesma sensação de insegurança e de medo para viajar sozinha ou até para outras coisas mais simples. Eu mesma já tive isso várias vezes.

Eu te convido a refletir: o que passa na sua a cabeça, quando não vem esse “sim, óbvio” de “ah, ok, eu vou! Que horas sai o meu voo?” Alguma coisa deve passar aí na sua cabeça e você tem que trabalhar isso.

Se você quiser, me manda o que passou na sua cabeça que posso te ajudar! Foi medo? Medo do quê? Pode ser algo como: eu não falo inglês, eu não tenho dinheiro. Qual o pensamento que passou na sua cabeça? Para cada pessoa vai ser um motivo diferente.

Ganho Secundário

E a outra coisa que eu queria falar para você é:  quando você não viaja sozinha, pensa em qual é o ganho que você tem. Sim, a gente tem um ganho secundário, uma vantagem, quando deixa de fazer alguma coisa.

E eu te explico: quando eu não gravo um vídeo, por exemplo, porque tenho medo que as pessoas não me julguem boa o suficiente, o meu ganho secundário é que não enfrento a verdade de talvez, realmente, não ser boa em vídeo.

Você consegue entender? Estou trazendo isso do vídeo, porque é um dos “medos” que tenho – no caminho de ser resolvido! hahaha Mas é uma coisa que não faço propositalmente.

Se você não viaja sozinha, você deve ter um ganho secundário não indo. Então, quero que você pense essas duas coisas: o que é que passa na sua cabeça quando eu te dou uma viagem, com tudo pago, para o destino que você quiser ir ? Qual sua resposta? E, se ela for hesitante ou negativa, pense em qual é o ganho que você tem? Qual é o verdadeiro “por que você não viaja sozinha?”.

Eu não quero trazer nenhuma conclusão com isso, porque cada pessoa é diferente. Mas quero colocar esse ponto de reflexão, essas duas questões para você refletir. Se você quiser dividir comigo, vai ser um prazer a gente conversar sobre isso!

Manda uma mensagem no whats (21) 99368-2512 ou um e-mail para papode@viajantesolo.com.br. Pode ser também pelo direct do Instagram, como você preferir. Eu quero te ajudar e também quero entender como isso se passa cm outras mulheres.

E quero que você se lembre que não tem certo ou errado. Trouxe esses dois pontos de reflexão para que te ajude a se conhecer um pouquinho melhor e entender o que que está te impedindo de viajar sozinha.

Espero que essa reflexão faça sentido pra você!

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