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Com certeza você já deixou de fazer muitas coisas na sua vida por medo. E tá tudo bem, é normal. Acontece com todas as pessoas. Mas tem uma hora em que precisamos aprender a distinguir o que faz e o que não faz sentido. Quando o medo é real e pode realmente nos ferir ou quando é apenas a insegurança de enfrentar algo novo, desconhecido. Chegou a hora de colocar limites e definir a convivência, então, nada melhor do que ter uma conversa com o medo! Já experimentou?

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Conversa com o medo

Querido Medo,

Chegou a hora de termos uma conversa muito, muito franca, um papo reto.

Olha, sei que você está aqui porque tem uma missão importante a cumprir. Aceito que você faz parte da minha vida e, ao longo de todos esses anos de convivência, sempre esteve ao meu lado e já me tirou de várias enrascadas.

Lembra quando subi bem alto no abacateiro da casa do vô Noé? Depois, olhava pra baixo e ficava tonta, paralisada, sem conseguir descer. Fiquei em pânico. E o suor escorria pelas minhas costas! Eu comecei a gritar e era você dizendo: não desce que você vai se esborrachar, Denise. Gritei tanto até alguém aparecer com uma escada. Tudo bem, a sua intenção foi boa! Acho até que foi melhor assim.

Eu sei, eu sei…. você sempre esteve ao meu lado. E se sobrevivi e estou aqui conversando com você hoje é porque você cuidou de mim, me alertou. Claro!

Ahã… eu sei que você estava certo em muitas situações. Mas agora eu cresci, não sou mais aquela menininha endiabrada, que vivia pendurada em tudo que era lugar, pronta pra cair.   

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Olha, você já me deixou completamente paralisada, bem na hora em que eu estava prestes a fazer coisas incríveis e importantes pra minha vida. E isso não é legal! Definitivamente, não é legal.

Já que vamos conviver pra sempre, a gente precisa estabelecer alguns limites entre nós. Existem situações em que eu gostaria que você não se metesse mais. Por exemplo, quando vou pegar a estrada pra mais uma viagem sozinha. Você não precisa ficar lá inventando mil situações que não são reais e que eu sei que não vão acontecer.

Quando penso em um projeto novo, lá vem você com aquele blá blá blá… ahhh mas já fizeram isso, Denise. Ninguém vai dar bola, acho que não tá legal, não vão gostar… que saco! Você consegue ser um chato!

Toda vez que vou fazer algo novo, você aparece e começa a dizer um monte de coisas que não fazem o menor sentido. Percebo que você só fala isso, porque é uma situação nova. É algo que vc não conhece ou então alguma coisa que você não controla.

Quando isso acontece – você sabe – a gente trava uma batalha daquelas! E você me conhece. Sabe como eu sou teimosa! Admito que, às vezes, você até tem razão! Mas na maioria das vezes, não.

Você já me fez perder um monte de oportunidades. E o tempo? Demorei, demorei, demorei pra fazer várias coisas. Ahhh quantas vezes você fez eu perder o bonde de um projeto. Você sabe que eu to falando a verdade.

Cara, sei que você detesta coisas novas, incertas. Mas, olha só: porque é diferente, algo desconhecido, não quer dizer que vai “dar ruim” ou que vai me prejudicar. Você sabe disso! Amigo, na boa, às vezes você me atrapalha!

Eu te acolho, te respeito, te entendo. Você pode estar comigo, se manifestar, me alertar, até me fazer refletir. Mas, de agora em diante, quem toma as decisões sou eu! Você vem comigo pra onde eu for, mas quem está no comando sou eu!

Beijos, fui!

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A minha conversa com o medo foi inspirada no livro Grande Magia, da Elizabeth Gilbert.

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